sábado, 31 de agosto de 2013

A Outra Face da Lua

Saída directamente de um qualquer baú...

A Outra Face da Lua é um autêntico tesouro escondido por entre as ruas da baixa Pombalina. É daqueles sítios que convém levar a morada para não arriscar perdemo-nos naquele labirinto.
É uma loja? É um salão de chá? Vintage? Wallpaper? Enquanto vos deixo divagar pelo assunto, sento-me na esplanada, peço uma imperial e uma empada – surpreendente!, eu à espera de uma típica empada de frango, quando me dizem "É de frango, alheira e espinafres, pode ser?". Pode, e bem que pode! E desta forma entro no modo de final de tarde que só a quebra de um sítio ao ar livre e fora da rotina é capaz de proporcionar. Relaxo, escorrego na cadeira e passo à observação. Estou em plena baixa, numa rua fechada ao trânsito numa esplanada que se estende a toda a sua largura. Vejo os transeuntes formigando incansavelmente, na correria de final de tarde à qual eu hoje decidi fugir.



Voltando à questão, esta Lua tem duas faces: numa face é um café (pelo que percebi durante o dia também serve refeições), noutra é a mais deliciosa loja de roupa vintage da cidade.
As roupas alinham-se por cores em mostradores circulares dando a ilusão de um arco-iris de estranhos padrões, a iluminação timida de antigos lustres dá-nos uma atmosfera de sítio especial. Os manequins pendem das paredes, cabeças de todas as cores alinhadas mostram as tendências de outrora em óculos de sol, baús pelo chão escondem diversos tesouros, há também malas, sapatos, chapéus, um sem fim de objectos que outrora vestiram outras personalidades e que agora voltam à vida.




O café ou salão de chá, não foge a esta atmosfera, as paredes revestidas a papel de parede de formas geométricas, candeeiros em semi-circulo (invejáveis), as mesas rodeadas de poltronas e sofás parecem saídos de um filme retro. Os espaços que por aqui vão sobrando são aproveitados para mais um manequim, um modelito ou uma vitrina adicional. Sou transportada para outros tempos ou outros lugares – as lojas e cafés vintage de Londres.

Ideal para: copo ao final da tarde
Com: só ou acompanhado
Comes & bebes: petiscos, bolos e refeições leves
Mood: esplanada, feeling vintage, viagem no tempo
Coordenadas: Baixa


A Outra Face da Lua
Rua Assunção nº 2
Lisboa
218863430
baixa@aoutrafacedalua.com
www.aoutrafacedalua.com
facebook

horário: Segunda a Sábado das 10h às 20h / Domingos das 12h às 19h

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Natraj

O indiano cor-de-rosa (ou será pesseguinho?!)

Mesmo antes de ir à Índia, sempre associei este país a cores exuberantes combinadas anarquicamente em espírito festivo em constante celebração de um dos 1001 deuses que os bilões de indianos tanto amam.
Muita cor, cores fortes, sempre que possível complementadas com dourados, luzes e luzinhas, enaltecendo cada mini-altar, e claro, tudo ao ritmo das músicas e danças intermináveis de Bollywood...é assim que o Natraj traz um pouco da sua Índia a Lisboa.
As paredes são cor-de-rosa (se bem que há quem diga que sejam pesseguinho) a combinar com os guardanapos, milimetricamente dobrados que decoram os pratos, e com as camisas dos sorridentes empregados. O espaço é aproveitado ao centímetro não permitindo grandes manobras, e ainda assim, em cada recanto esconde-se um deus, um altar, uma recordação...


Enquanto damos umas trincas na "bolacha" estaladiça de lentilhas, e os noviços se estreiam nos sabores dos diversos molhos, percorremos o menu. Deve ultrapassar os duzentos pratos, mas não vale a pena fixar o número porque aqui os pratos pedem-se pelo nome. Assim pediu-se: chamuças de frango e vegetarianas, e naan de alho como entrada. Eu prefiro as chamuças vegetarianas bem estaladiças e tão quentes que é preciso abri-las e esperar um pouco, para depois o outro calor começar, mas desta vez o do picante...Para os menos aventureiros do pica-pica as de frango serão a melhor opção.
Seguiu-se o borrego com espinafres, o chicken tikka massala e o chicken mango, acompanhados de arroz simples ou com cominhos. A mesa encheu-se de cores: verde, vermelho e laranja, sabores e cheiros, um autêntico festim para os sentidos! Em termos de grau de picante ficamo-nos pelo "pouco" ou "médio". Para cortar o pico o ideal são os lassi (batidos de iogurte) típicos da Índia, dos quais o mais refrescante é o lassi salgado, apesar de parecer estranho garanto que é uma delícia! Como amantes de Baco que somos, optámos por um JP fresquíssimo.


Outros favoritos a considerar: chicken madras (o caril do Sul da Índia); green curry (caril de hortelã); almôndegas vegetarianas com molho de cajú; chicken chilly (para os mais corajosos);...
Aconselho vivamente a não deixar o espaço sem uma sobremesa. Aqui os gelados são caseiros, cremosos e perfeitos para partilhar a acompanhar o café, pois vêm cortados aos cubinhos. Nós dividimos um de manga e um de pistácio.
Boa viagem!

Ideal para: jantar no Oriente
Com: a dois ou aos molhos
Comes & bebes: comida indiana, vegetariano
Mood: feeling pink, viagem ao Oriente, convívio, ambiente familiar
Coordenadas: Rato
Budget: 15€


Natraj
Rua do Sol ao Rato, nº 50-52
1250-263 Lisboa
213880630
natraj5star@yahoo.com
www.restaurantenatraj.com

horário: todos os dias das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 23h30

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Kiss the Cook

Hoje o Chef sou eu!

Para ir ao sítio de que vos falo hoje é preciso não só gosto e vontade de comer, como também motivação para cozinhar.
A hora combinada são as sete da tarde. Recebem-nos à porta, que se abre pesadamente com o peso que só o vidro antigo e a caixilharia de ferro têm, "É para a masterclass?". Fazemos que sim com a cabeça, largamos os habituais cumprimentos e aproximamo-nos das maciças mesas de madeira. Cumprimentamos os poucos compinchas que já se alojaram nas mesas. E ouvimos a segunda voz "Estejam à vontade. Entretanto querem beber algo?"...logo surgem dois copos de Defesa branco geladinhos sobre a mesa. Agora sim estamos prontos! O olhar percorre a sala, as janelas abrem toda a sua largura, enchendo-a do sol de fim de tarde, a decoração campestre contrasta com os elementos industriais da estrutura e com o modernismo das bancadas onde a magia irá acontecer.


Chegam mais uns compinchas, e já estamos quase todos...as 12 bancadas estarão ocupadas. Vestimos o avental, para entrar no papel, fazemos uma ronda de apresentações, entre as dentadas de petisco que serve de entrada...seja um queijo curado ou fue, e o obrigatório azeite herdade do esporão a ser mergulhado num fresquíssimo pão de Mafra...e assim saímos todos animados para as bancadas já num espírito de camaradagem pura!
A Chef está na bancada do meio apostos para as demonstrações que todos deveremos seguir coreograficamente. Instalamo-nos cada um na sua respectiva bancada e o respectivo copo instalado também – nada acompanha melhor o acto de cozinhar do que um copo de vinho, conversa e boas gargalhadas...Qual Jamie Oliver?! Todos os utensílios imaginários dispostos ordeiramente e os ingredientes reservados em pequenas taças nas proporções devidas...3...2...1... Acção! Hoje vamos aprender a fazer hambúrgueres – para aqueles que perderam o entusiasmo ao ler a frase: não desistam!, porque no Kiss the Cook até o mais básico conceito é reinventado em texturas e sabores inesperados...Assim, primeiro tivemos o hambúrguer de cavala e lula com maionese de paprika e espargos em pão de cerveja, e para acompanhar palitos de batata doce no forno e beterraba assada. Foi um desafio! Principalmente o tirar a pele aos filetes de cavala, ainda assim todos se esforçaram, não fosse cada um manjar o seu próprio preparado! Assim foi com muito amor e carinho que vimos 24 filetes de cavala ficarem sem pele.
Terminada a execução, passamos à prova. Simplesmente Divinal! Um festim de sabores preenchem-nos os sentidos, e uma bela festa nos acaricia o ego...


Seguiu-se o Hambúrguer de borrego e hortelã com salada de agrião e laranja (e framboesas). E para finalizar, um shot de mousse de chocolate faz as vezes de sobremesa acompanhado de um saboroso Nespresso.
Foi a segunda masterclass a que fui e recomendo vivamente. Uma das participantes descreveu a masterclass como o seu momento de terapia, e tenho que concordar! O ambiente é fantástico, a comida é excepcional, aprendemos sempre algo de novo, e conhecemos pessoas de meios e idades diferentes com um gosto em comum. A equipa do Kiss the Cook conseguiu efectivamente criar um ambiente especial, descontraído e acolhedor que proporciona uma óptima fuga à rotina do dia-a-dia.

Para além das masterclasses que normalmente abordam uma técnica e incluem uma refeição, é possível também fazerem-se cursos de cozinha desde as bases aos mais avançados. Ainda há a possibilidade de organizar eventos privados ou team building para empresas.
Visitem a página do facebook para verem mais fotos dos diversos workshops e receberem a agenda.

Ideal para: fugir à rotina, jantar
Com: quem quiser
Comes & bebes: específico de cada workshop
Mood: mãos na massa, feeling inspired
Coordenadas: Lx Factory
Budget: 45€ p pessoa masterclass (80€ p 2 pessoas)


Kiss the Cook
Rua Rodrigues Faria, 103 - Lx Factory
1300-501 Lisboa
213636314
contacto@kissthecook.pt / reservas@kissthecook.pt
www.kissthecook.pt
Facebook

horário (loja): Terça a Sábado das 11h às 18h


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Lisboa...os nossos momentos

Florista Pequeno Jardim
Um Pequeno Jardim em plena Rua Garrett! E como enche a rua de cor...

Café da Garagem (Teatro Taborda)

Vista sobre a cidade em primeira fila!

Quando se desce a Costa do Castelo, o Teatro Taborda bem nos poderia passar despercebido, não fosse a discreta placa indicando o seu nome...Mais despercebido ainda passa o Café da Garagem, se não se conhecer previamente a sua existência!
Entro no teatro a medo e pergunto ao segurança pelo restaurante, que me indica as escadas. Logo nas escadas iniciamos a nossa viagem pelo mundo do teatro com as paredes preenchidas com fotografias de actores, actrizes e peças de teatro...continuando na espiral que nos leva ao fundo do edifício, chegamos à tão ansiada vista de Lisboa e aos seus dois passarinhos-guarda!
Foi das mais belas surpresas que tive ao entrar num restaurante, primeiro pela ausência de uma imagem mental do espaço (a surpresa absoluta), depois a visão de Lisboa exibida ao pôr-do-sol, o espaço único mantendo a bela caixilharia de ferro branca que enquadra a bela vista, a sua iluminação envergonhada privilegiando a luz da cidade bem como os espelhos que desmultiplicam o seu reflexo, e o por fim o sossego de um segredo desvendado, a ausência de multidões, apenas outros que, como nós, descobriram o tesouro ou os frequentadores e próprios actores do teatro. Uma sensação de felicidade invadiu-me...


Ficámos na segunda fila, sentados à volta de uma porta. Optámos pelo interior pela mística do espaço, para os mais calorentos ou calorosos, havia também a possibilidade de ficar no terraço com vista não menos esplêndida.
Por cima de nós está um cordão de candeeiros fugidos das mais diversas mesinhas de cabeceira, agora alinhados numa nova irmandade com a missão de iluminar a cidade. Mais pormenores há espalhados relembrando-nos que estamos no teatro, são eles cabeleiras, sapatos, vestidos, brinquedos e mais sapatos...frases! E os passarinhos-guarda completam que o quadro digno de outra dimensão.


Do menu constam opções de comidas ligeiras – que mais desejar no Verão?!, escolhemos a tábua de queijos e enchidos, não querendo desprezar nenhuma destas iguarias tão Portuguesas...havia também saladas e tostas, que me fizeram hesitar de água na boca...Mas a tábua ganhou, com a bela característica da partilha do prato que tanto alimenta as conversas à mesa.
Para além dos diversos enchidos – dos quais tenho de destacar a maravilhosa chouriça assada, para acompanhar os queijos da ilha, brie, fresco entre outros, tínhamos o doce de abóbora e nozes. Pormenor fantástico que trouxe novos sabores e texturas à típica tábua.
Regámos tudo a Planalto gelado, pois o calor dessa noite não permitiu vinhos de cores mais escuras. A combinação caiu que nem uma ginja!


Fiquei fã tanto pelo espaço como pela óptima comida e ambiente. Certamente para voltar, e dessa vez para acompanhar também com uma peça de teatro...
Aproveitem e guardem o segredo bem guardadinho!

Ideal para: petisco ao pôr-do-sol
Com: quem quiser
Comes & bebes: tábuas de queijos e/ou enchidos, tostas e saladas
Mood: escapada cultural, vista sobre a cidade, esplanada
Coordenadas: Castelo
Budget: 15€ (tábua deu para 3)


Café da Garagem (Teatro Taborda)
Costa do Castelo, nº 75
1100 Lisboa
218854190
facebook

horário: das 15h00 (excepto Segundas abre às 18h) à 00h. Sextas e Sábados prolonga-se até às 02h00

sábado, 17 de agosto de 2013

Landeau chocolate

Alimento para a alma!

Assim que chegamos à porta vemos imediatamente que nos espera um bolo famoso. As óptimas críticas de pessoas e revistas de renome a classificam-no como o melhor bolo de chocolate de Lisboa.
Eu não consigo seleccionar o melhor bolo de chocolate de Lisboa, e muito menos o melhor bolo de chocolate do mundo. Como fã incontestável de chocolate posso apenas escolher os 3 ou 4 melhores bolos de chocolate de Lisboa, porque acho que os há em quantidade suficiente para satisfazer os desejos de chocolate de cada dia... E o bolo de chocolate da Landeau está seguramente entre os seleccionados.
Entramos num espaço muito convidativo, amplo, luminoso e bem decorado! Dirigimo-nos ao antigo armário de arquivo que agora é o balcão que separa a sala da cozinha. Em cima do balcão está uma pilha de livros sobre o tema do espaço: o chocolate, e o menu. Não foi difícil a escolha, uma fatia do único bolo que compõe o menu, dois garfos para partilhar, e um chá gelado.
Arrastamos os velhinhos bancos de metal, e ocupamos dois lugares na mesa imensa que ocupa o espaço central da sala, convidando os visitantes a sentarem-se em redor. A mesa, é um sonho! Está coberta de revistas para todos os gostos e feitios, convidando a alimentar não só o corpo como também a alma. Ao centro um ramo de hortênsias azuis sustentadas por um bule – para mim flores deveriam ser elemento obrigatório em qualquer mesa, e claro velas!



Olhando em redor vemos que a estrutura industrial do espaço é temperada com elementos de outros tempos, vê-se uma secretária saída de uma antiga sala de aula, lousãs, brinquedos, balanças, malas... Diversas mais hortênsias ponteiam a sala. A homenagem ao chocolate é feita através de diversos pormenores, entre os quais a sábia frase "If nothing else works, try chocolate cake!".
Chega o bolo, de um chocolate negro intenso, de uma textura deliciosamente nova, não é mousse não é bolo...é fresca, cremosa, suave e densa, terminando com cacau polvilhado por cima. Tudo o que poderíamos desejar quando a vontade de comer chocolate aperta. Para saborear garfada a garfada, explorando a sensação de êxtase que cada uma nos proporciona.



Deu perfeitamente para partilhar, enquanto conversávamos conversas ligeiras, folheávamos revistas e divagávamos o olhar pelo espaço...uma perfeita sensação de bem estar. Saímos de alma satisfeita!

Ideal para: lanchar
Com: só, a dois ou em grupo
Comes & bebes: bolo de chocolate
Mood: chocolate calling, friend's tea party
Coordenadas: Lx Factory
Budget: 3,5€ (fatia)


Landeau Chocolate

Lx Factory - Rua Rodrigues Faria, 103
917278939
Chocolate@landeau.pt
www.landeau.pt
Facebook

horário: Terça a Sábado das 12h às 19h / Domingo das 13h às 19h

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Arco de Luz

Até dia 18 de Agosto, o Arco da Rua Augusta ganha vida através de um espectáculo de luz, cor e som, que nos conta os feitos de cada uma das personagens ali representadas.

Uma bela maneira de aprender história e uma óptima desculpa para passar o serão ao ar livre!


É gratuito. Há três sessões diárias: 21h30, 22h30 e 23h30.


Aproveitem!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Quiosque Holy Crepe

Crepes à sombra!

Com os dias quentes surge a vontade de voltar a ser nómada, sair de casa em direcção à próxima praia, viver numa cabana à beira mar, dormir embalado numa cama de rede, saltar de sítio em sítio em busca de uma nova brisa. Como tal não é possível, engano essa vontade saltando de sombra em sombra, esplanada em esplanada, jardim em jardim...
Uma dessas esplanadas pertence ao Quiosque Holy Crepe. Situada no jardim da Assembleia (oficialmente chamado Jardim Lisboa Antiga), debaixo de duas grandes árvores que nos acolhem na sua imensa e fresca sombra, a brisa corre e o ponteado de luz que trespassa a espessa folhagem dá-nos a agradável sensação de Verão.
A esplanada e o quiosque estão perfeitamente camuflados na vegetação com os seus tons de verde. Da nossa posição camuflada conseguimos mirar a Assembleia e os eléctricos que a atravessam incansavelmente, as belas casas e palacetes da Lapa, e todo o jardim que nos rodeia com a estátua robusta e alva ao seu centro que dá proteção a quem por cá passeia.



A comida que aqui se serve é leve, tal como se pretende no Verão! Como o nome indica a especialidade são os crepes que são efectivamente sagrados! Existem 4 a 5 sugestões de crepes salgados, das quais me é muito difícil resistir ao São Francisco Xavier, que contém: frango, farinheira, laranja, rúcula e molho de iogurte e mostarda.
Também já optei várias vezes pelo Madre Teresa de Calcutá: pasta de atum em molho de caril e canela, ao que acrescentei rúcula. Combinação de sabores muito especial que nos transporta a paragens distantes.
Para os mais inspirados há sempre a possibilidade de escolherem os ingredientes que compõem o seu crepe, dos mais diversos queijos, enchidos, legumes, frutas e molhos...certamente encontrarão os ingredientes necessários às composições mais exigentes!
E para quem não se deixa encantar por crepes, há as empanadas deliciosas e saladas.




Para sobremesa há crepes também, nós escolhemos um Baltazar (recheado e a transbordar de nutella) com morangos...penso que a foto diz tudo!
Mais pormenores que convidam à estadia prolongada neste simpático Quiosque:
- a happy hour: pague 2 leve 3 imperais
- free wifi, não é todos os dias que podemos surfar num jardim
- mantinhas para confortar nos dias mais frescos
- e para quem goste, transmissão de jogos de futebol

Ideal para: dias de sol
Com: só ou acompanhado
Comes & bebes: crepes
Mood: esplanada, jardim, open air
Coordenadas: Assembleia
Budget: < 5€ crepe


Quiosque Holy Crepe
Quiosque Jardim Lisboa Antiga – Rua dos Industriais
1200 Lisboa
213978543
quiosque.holycrepe@gmail.com
Facebook

horário: Domingo a Segunda das 12h às 23h / Sexta e Sábado das 12h às 02h

domingo, 11 de agosto de 2013

OUT JAZZ - parte II

Com o desafio de ir até à Graça ouvir música ao pôr-do-sol, todo um plano foi posto em acção. Começámos por apanhar o eléctrico 28 no Largo de Camões, que nos levou encosta acima ao encontro do Castelo, qual montanha russa! Mudanças de direção bruscas e todo o abanar da estrutura amarela, apanhavam os mais pequenos passageiros de surpresa (e susto) e mantinham-nos em alerta toda a viagem. Não saímos aquando do aviso "Castelo!" – única palavra pelo condutor pronunciada durante toda a viagem...Deixámo-nos seguir por entre ruas estreitíssimas por onde o eléctrico habilmente circulava.Saltámos na voz do Operário.


A música ouvia-se ao longe, através do largo estranhamente sereno, vazio da sua feira da ladra...Surgem as árvores e as pessoas sentadas, deitadas à sombra delas, percorremos os trilhos até à origem do som, onde finalmente encontramos o DJ com o rio Tejo como plano de fundo. Depois de tantas visitas à feira da ladra penso "como é possível não me ter deparado antes com este tão farto e extenso jardim?!".

Vêm a loiras e dedicamo-nos ao relaxe, não permitindo este ambiente qualquer outra opção...E olho em redor e fico feliz por ver como é que um evento destes é capaz de reunir tantas pessoas de diferentes idades e géneros, como é capaz de trazer tanta vida a locais que a uma qualquer Sexta-feira caem no doce sossego do esquecimento.


Hoje há mais no Parque Eduardo VII a partir das 17h. Bom Domingo!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

OUT JAZZ

Programa para começar o fim-de-semana em grande: Meo Out Jazz Sexta-Feira ao final da tarde.
 
Saltitando de recanto em recanto Lisboeta, o Out Jazz vai nos obrigando a ir desvendando os segredos da cidade. O som é jazz, o ambiente mais descontraído não poderia ser, sentados na relva, nas escadas ou no chão – dependendo do espaço onde se realiza, a plateia atenta desfruta de um concerto de jazz ao vivo acompanhado de muita conversa, muito convívio e muita cerveja! Após o concerto segue-se o DJ set que prolonga o evento até à hora de jantar.

 


Hoje no jardim da Feira da Ladra! E no Domingo há mais no Parque Eduardo VII…

O Meo Out Jazz realiza-se de Maio a Setembro todas as Sextas e Domingos. O local dos concertos de Sexta varia todas as semanas, já ao Domingo cada mês tem um Jardim específico, e Agosto é a vez do Parque Eduardo VII.

Vejam a agenda completa no site e adicionem no facebook para irem recebendo lembretes e verem as fotos ;) 

Bom fim-de-semana!

Cantina das Freiras

Um Santo almoço!

Poderia começar com a bela expressão "um jardim à beira mar plantado", mas neste caso o mais apropriado será um terraço à beira rio plantado. Assim é a Cantina das Freiras um dos mais bem guardados segredos do Chiado.
Chegamos à Travessa do Ferragial, procuramos o número 1 – desconfio que seja o único número desta pequena rua, e subimos um vão de escadas, outro se seguiu, e outro ainda,...quando o fôlego começa a faltar, ouve-se o tilintar de talheres e vozes abafadas. Chegámos! Olhamos para o menu, e hoje não há sardinhas porque não é Quarta-feira. Vamos para a fila e avaliamos o aspecto das três opções de hoje. "Para os croquetes têm de esperar um bocadinho que estão a fritar", assim fizemos. Servidos os croquetes com arroz de cenoura e salada, eu acrescento-lhe um gaspacho, e a minha gémea de nome escolhe a gelatina. Temos assim os menus completos, pegamos no tabuleiro (não fosse estarmos nós numa cantina) e dirigimo-nos à principal atracção: o terraço!


Definitivamente vale a pena esperar por um lugar ao sol! Quando encontrámos o nosso começaram as fotos em redor. De um lado vemos a ponte e o Cristo Príncipe (que o Rei está no Brasil), os incansáveis cacilheiros dão movimento à paisagem digna de um postal. Por entre telhados, casas e casinhas, encontramos também casonas...quais jardins privados à beira rio plantados, jardins tais que permitem pequenas fontes, árvores e imensos arbustos e trepadeiras em flor que trazem o verde à cidade. Brincamos ao "se me saísse o euromilhões..." e escolhemos qual a casa que compraríamos, desfrutamos dos minutos de sonho que este jogo nos proporciona e que justificam por si só o investimento semanal.
A fome aperta, é hora de nos dedicarmos à arte do garfo! O gaspacho estava óptimo e os adicionais croutons, pimentos e cebolas picados, que o simpático rapaz da caixa sugeriu, deram-lhe uma textura especial. Os croquetes caseiríssimos, bem como o arroz de cenoura, concorrência ao nível dos cozinhados da minha avó, e todos nós sabemos que não há melhor cozinheira do que a avó.


Já noutras visitas experimentei os rissóis de peixe, que também são de não deixar escapar. O rapaz italiano ao nosso lado escolheu o bacalhau dourado que deliciosamente dourado parecia.
Esta Cantina está entre os meus sítios favoritos, pelo atendimento honestamente simpático, pela simplicidade do espaço, pela óptima comida caseira, e obviamente, pelo esplendoroso terraço um autêntico retiro em plena urbe!
Infelizmente, apenas está aberta de Segunda a Sexta à hora de almoço o que exige uma escapadinha rápida até à baixa em pleno dia de trabalho...o que torna a experiência ainda mais recompensante.
Podem ver mais fotos no blog da outra Joana.

Ideal para: escapada de almoço
Com: só ou acompanhado
Comes & bebes: comida portuguesa, caseira
Mood: esplanada, terraço, fotossíntese, vista para o Rio
Coordenadas: Chiado (perto do Tágide, Story Tailors)
Budget: 7,5€


Cantina das Freiras
Travessa do Ferragial nº 1
1200-184 Lisboa
213 240 910

horário: de Segunda a Sexta das 11h30 às 15h00

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Oficialmente aberta a época de Banhos de Sol

É verídico, apesar das obras que teimam em não terminar, já foram avistados banhistas no Miradouro do Adamastor!
Está aberta a época dos banhos de sol...num miradouro que se prevê mais belo do que já era com o seu novo anfiteatro alvo, simulando as ondas inóspitas lançadas pelo Adamastor para atormentar os corajosos navegadores Portugueses. Anfiteatro esse que agora está apto a receber ainda mais banhistas amantes dos dedos de prosa e da cerveja fresquinha!


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pastelaria Versailles

Por vezes tanto corremos atrás das novidades da cidade que acabamos por negligenciar os clássicos intemporais que já viram passar geração atrás de geração. Sítios estes que generosamente nos proporcionam uma viagem no tempo ao sabor das mais diversas iguarias. Assim, hoje trago-vos o primeiro de uma série de clássicos: a Pastelaria Versailles.
Não há nada como começar o fim de semana como um Rei ou uma Rainha. E assim foi a manhã de Sábado, no meu coche me dirigi à Pastelaria Versailles. Pela porta envidraçada somos transportados a um salão de tectos altos trabalhados iluminados por brilhantes lustres, de um lado o extenso balcão exibe 1001 delícias cuidadosamente alinhadas e iluminadas a transpirar frescura. Do lado oposto estão os eternos frescos e espelhos que dão ao espaço o sentimento de exclusividade.
As mesas estão postas com as toalhas bordô imaculadamente estendidas e pires de açúcares distribuídos. O exército de empregados está reunido ao final do balcão, de camisa branca e colete a combinar com as toalhas das mesas, preparam-se para uma manhã que movimentada será certamente.


Recebe-nos um Sr de bigodes sorridentes, sorriso esse que enuncia por si só todas as palavras de boas-vindas. Vão ser os 2 galões de máquina, um croissant misto e um croissant de creme. Num piscar de olhos chega o pedido acompanhado de um par de talheres, também estes transportando-nos para hábitos de outrora.
Deliciamo-nos. Saímos ainda antes do frenesim de pires, chávenas e cafés – que produz o som tão característico de um café português, ter começado. Antes de vermos diversas gerações partilharem a mesma mesa. Antes dos velhotes que tomam o café ao balcão. Antes de lermos o jornal demoradamente e observarmos o frenesim de pessoas passar por nós. Antes de ouvirmos histórias de como estes e outros sítios eram usados antigamente como locais de estudo e tertúlia pelos jovens intelectuais...
Fica para uma próxima pois daqui somos clientes fiéis.
Pedimos por fim a conta que é apresentada num prato de metal, onde por magia se esconde o troco certo, que surge mal pousamos os nossos tostões.


Ideal para: pequeno-almoço de fim-de-semana
Com: só ou acompanhado
Comes & bebes: pastelaria típica, croissant nas suas variantes, biscoitos russos maravilhosos
Mood: tradicional, viajar no tempo, amazing places
Coordenadas: Saldanha
Budget: 5€ (croissant misto + galão)


Pastelaria Versailles
Avenida da República nº15 A
1050 Lisboa
213546340
versailles.lda@sapo.pt

horário: Segunda a Domingo das 7h30 às 22h00

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Estrela da Bica

Disseram-me um dia que tinha aberto um restaurante na Bica que tinha como menu 3 pratos apenas: um de carne, um de peixe e um vegetariano. Que era muito bom e barato, que dava para ir lá jantar quase todos os dias...

Ao fundo da rua da Bica, numa porta que à primeira vista indicaria uma garagem, encontra-se um dos meus restaurantes mais amados, o Estrela da Bica.
Aqui a comida é caseira e o ambiente caseiro é. Uma coleção de cadeiras e mesas de diversas nações convidam-nos a sentar à luz da chávena de café para desfrutarmos de um puro festival de sabores...Mas antes disso o olhar divaga pelo espaço prendendo-se nos diversos detalhes que o compõem, viajamos pelo mapa de cortiça, depois pelos mapas retalhados com percursos de aviões traçados, segue-se o mapa majestoso de outras gerações, as fotos de pessoas dessas gerações, garrafas, flores, balanças, luzinhas... E aterramos finalmente o olhar no quadro onde se lêem as entradas do dia, seguindo-se os quadros da tiborna e do dim sum do dia e para terminar o principal quadro com os manjares principais também eles.


Relativamente ao número de pratos tinha razão a minha amiga vizinha, não são muitos, uns dias 2, outros 3 e já chegaram mesmo a haver 5! Vegetarianos não se assustem, que o prato veggy é entrada obrigatória neste quadro.
Há também a opção de tapear, entre as entradas do dia e um conjunto de entradas e petiscos fixos do menu.

Normalmente, vou para o tradicional manjar completo, começando por um entrada partilhada. Os dim sum de camarão são divinais com o toque invulgar de especiarias e gengibre, o húmus vem acompanhado de palitos torrados e fantástico é, também já experimentei os mexilhões Thai, o queijo de cabra panado com sementes acompanhado de mousse de pimentos e folhas de rúcula...não tenho uma entrada favorita, todas elas muito bem confeccionadas e com combinações de sabores extraordinárias.
Segue-se o prato principal. Cachaço de porco com puré de batata doce, trouxa de bacalhau, hamburgueres de grão, brick de alheira e grelos, rolinhos de frango recheados,...foram alguns dos pratos que já comi por aqui entre tantos outros de que já perdi a conta. Na última visita optei pelos cogumelos portobelo com pesto de tomate seco acompanhados de arroz (que se não me falha a memória seria de frutos secos) e legumes salteados – gosto tanto de pratos em que os vegetais não são esquecidos e são cuidadosamente cozinhados e integrados com os restantes companheiros de prato!


A sobremesa é sempre um ponto alto da refeição, com a sua capacidade de nos elevar ao divino...Este é um dos sítios que nos proporciona tal ascensão! Recordo-me de ter assistido a um dos nossos compinchas amantes do bom prato, ausentar-se para uma outra dimensão só dele e da sua mousse dupla – não fiquem os caros leitores preocupados, pois aquando da última colherada ele regressou à conversa e vida dos comuns mortais. Aconselho definitivamente o Crumble de pêra com pepitas de chocolate (e todos os outros crumbles), o vaso de morangos e o bolo de chocolate com frutos vermelhos e nata que podem ver na foto...Apenas digo hummm...

Curiosos? Podem sempre ver mais algumas fotos no blog de uma amiga e companheira de garfo. Ainda assim nada como experimentar.

A reserva é obrigatória, havendo dois turnos possíveis o das 8h e o das 10h.


Ideal para: todos os dias
Com: quem quiser
Comes & bebes: comida do mundo reinventada e vegetariano
Mood: loud and social
Coordenadas: Bica
Budget: 15€


Estrela da Bica
Travessa do Cabral 33
1200-075 Lisboa
213 473 310

horário: Segunda a Domingo das 16h30 às 23h00

Night train to Lisbon


Ontem o serão foi calmo, cansada para subir e descer as ruas de Lisboa, optei por percorrê-las no ecrã através do Night train to Lisbon.


A minha curiosidade por este filme remonta aos tempos de ERASMUS, onde um dos primeiros livros que li em inglês foi precisamente o Night train to Lisbon. Leitura essa interrompida por uma despedida que me fez oferecê-lo a uma querida amiga onde incluí a minha dedicatória de despedida e o convite a visitar Portugal.

Qual não é a minha surpresa quando este filme entra novamente na minha vida ao alterar a minha rotina bairrista. O meu belo terraço, também chamado de Miradouro de Santa Catarina ou Adamastor, viu-se invadido de actores, e toda a equipa que os segue constantemente. No meu carro deixada a nota de que teríamos de estacionar nas farmácias visto estar a decorrer a rodagem de um filme… 



Ontem foi a noite! E devo confessar que adorei o filme, superou todas as expectativas. Adorei a poesia, as filosofias e questões existenciais com Lisboa como pano de fundo. Imagens de uma beleza fotográfica. As minhas ruas, as casas, os cenários, as personagem, tudo encantador. Temos um país lindíssimo de pessoas lindíssimas!

A beleza de perseguir um instinto, de largar tudo para trás sem pensar em consequências, de ser por momentos livre. De fazer questões inquestionáveis e redescobrir pessoas, passados e segredos. A nossa revolução de que se fala tão pouco, os nossos heróis que foi feito deles?



Filme tipicamente europeu com o ritmo que apenas este tipo de filmes tem, a meu ver perfeito. Para alguns críticos lento ou parado. Mas ainda somos livres de ter a nossa própria opinião :)

http://www.nighttrain-film.com/